hello there
vulcano
@fuckaneurysming
maiamero, 21 • conjunto expositivo de poesias visuais e textuais. expresso as minhas emoções com todas as linguagens que posso dominar e algumas vezes, utilizo a do outro para ser compreendida.
1533429242
3,588 notes
  • 30.06 18

  • 1533252779
  • minha paz foi afetada outra vez. eu não entendo como a minha vida é literalmente uma montanha-russa em alta velocidade e isso torna minha estadia no mundo tão difícil. compreendo que a busca pelo autoconhecimento ou pelo seu espírito não é fácil, não é bonito e na verdade, é extremamente doloroso. tenho adquiridos inúmeras feridas desde que comecei essa jornada mesmo sem saber que gostaria de ir até o seu fim. esses dias sinto que estou na beirada de uma prancha em um navio, a madeira está bamba e cada vez se torna mais fácil de eu cair e me afogar. eu nunca aprendi a nadar. esses dias que sou obrigada de sair da minha zona de conforto parecem dias certos, porque eu ouço e vejo pequenas conexões que fazem todo sentido. mas tem outros que me pergunto se não é mais válido não enxergar a realidade, porque a minha falta de proteção faz com que eu seja engolida como em um buraco negro e não conheço nada aqui.

  • 2 notes
    1532743074
  • eu estou exausta de provar o meu ponto. como posso tentar me curar quando as pessoas não permitem que eu cuide de mim? só quero tirar todo o peso que existe nas minhas costas, quero ser capaz de ser dona da minha realidade e não me culpar, não querer alterar tudo, não sentir que é errado ser eu. 


    tive a oportunidade de passar alguns dias na praia. todos os dias foram gelados e as caminhadas que tivemos acabaram por ser bem assustadoras pela minha dor de cabeça e por pessoas suspeitas. eu ainda sinto tanto medo do mundo que isso me consome, até onde isso vai? descobri coisas que não sabia e é sinistro pensar em como as pessoas que amamos sempre são versões para cada um dos que conhecem. não existe um anjo e não existe um demônio inteiriço. e mesmo nossas verdades acabam por ser alteradas. sinto uma extrema preguiça para falar a respeito disso desde que já estou com sono. hoje foi um dia de viagem e apesar de ser algo que me enjoa, creio que teve sua importância. 


    eu preciso falar sobre um monte de coisa, quero engolir mais um monte, mas acredito estar procurando um equilíbrio real. quero fazer as minhas coisas por mim.

  • 0 notes
    1532742633
  • eu me pergunto como as pessoas sabem a hora de dizer adeus para o que amam? o que fez com que a minha mãe saísse do relacionamento com o pai da minha irmã e depois com o meu? qual é o limite de cada pessoa ou qual é o limite de cada relação? você só diz adeus depois que os momentos ruins ultrapassam os bons ou é quando você deixa de sentir o antigo zelo? existe isso que chamam de parar de amar alguém ou é algo que devemos aprender? você empurra isso pela garganta e deixa queimar ou você coloca pra fora e queima? como a minha vó superou a morte do antigo namorado? como as pessoas simplesmente abrem a mão do que se ama ou do que se amou?

    eu não sou capaz de entender. eu tenho diversos fantasmas que ainda amo e como eles não me abandonam, não sou capaz de abandoná-los.

  • 0 notes
    1532742081
    185 notes
  • Isidore Isou

    - Venom and Eternity / Traité de bave et d'éternité

    1951

  • fuckaneurysming

    [tradução]: só o caos interior pode dar origem a uma estrela dançante.

  • 1532741902
  • theotokosi

    “In thousands of agonies— I exist.”

    The Brothers Karamazov, Fyodor Dostoevsky

  • fuckaneurysming

    [tradução]: em milhares de agonias - eu existo.

  • 2,594 notes
    96,482 notes
    1531954912
  • voltei a sentir aquela dor de cabeça que estava evitando. na verdade, voltei a sentir muitas dores que estava evitando. dores nas costas, no estômago e no joelho. o quanto isso me mata? eu não tenho ideia. só continua parecendo que meu corpo todo está gritando “socorro” em uma espécie de analogia onde eu era uma bacia e me tornei uma peneira, logo toda água essencial para o meu corpo está vazando. eu sei que existe um monte de coisas erradas com a minha cabeça. o medo me consome todos os dias. não tenho ideia de como seguir sem enlouquecer a respeito disso. quando penso que algo deixou de me afetar, o meu corpo trata de se revirar em um ângulo mais estranho que 130° para que não passe despercebido a merda que ainda estou. eu gostaria de parar o amargo na minha boca, que a minha cabeça parasse de pesar como se houvesse uma bola de boliche pendurada e que minha respiração começasse a soar mais natural do que uma obrigação. até quando a vida vai parecer uma longa obrigação quase insuportável? porque eu não tenho suportado o meu corpo mais do que já faço com a minha mente. 

  • 0 notes
    1531790940
  • pyrrhic-victoria

    “you have to burn the house of your trauma to the ground.”

    mud howard, from “ghoul,” published in Blue Mesa Review (via lifeinpoetry)

  • fuckaneurysming

    tradução: você tem que queimar a casa do seu trauma até o chão.

  • 3,650 notes
    1531790443
  • minha cabeça dói e diz que eu não tenho tempo. é incrível como eu nunca tenho tempo para as coisas que preciso realmente fazer, mas arrumo uma parcela da minha vida para desperdiçar com os meus pequenos prazeres. eu quero sentir mais vezes o sol cobrir a minha pele porque acredito que encontrei deus nessa parte da natureza que ilumina, que aquece, que alimenta, mas dificilmente saio do meu próprio quarto porque as probabilidades infinitas me assustam. eu digo inumeras vezes que sou medrosa. minha mãe costumava dizer que eu era extremamente corajosa, meu apelido era “serelepe” então como diabos alguém assim pode se fechar? é como se minha existência fosse literalmente o ciclo contrário das flores. nasci desabrochada para me fechar no inconstante viver. quero escrever sobre o mundo e cozinhar as coisas mais loucas de maneira que as pessoas que eu mais me importo (essas não são muitas) provem e gostem. gostaria de agradar tanto que as pessoas pensariam “como eu posso viver sem esse ser humano?” e o mais engraçado é que diariamente reafirmo a minha falta de vontade de viver. não existe uma real apreciação pela minha estadia no mundo. não do meu ponto de vista. mas estou tentando reorganizar as coisas, mesmo com essa dor de cabeça que diz que eu não tenho tempo. eu não sou capaz de viver tudo que meu coração sonhador imaginou. a verdade é que sou romântica de carteirinha. a solidão com um combo de livros de fantasia me ofereceram esse ponto de vista, de modo que, a minha realidade e traumas não suportam. mas amanhã é sempre um novo dia e eu posso tentar. como estou tentando ser realmente sincera.
    o que é o tempo?

  • 0 notes