hello there
vulcano
@fuckaneurysming
maiamero, 21 • conjunto expositivo de poesias visuais e textuais. expresso as minhas emoções com todas as linguagens que posso dominar e algumas vezes, utilizo a do outro para ser compreendida.
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154 notes
  • Ludwig DINNENDAHL (1941 - 2014) - Relief

    Aluminium

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    o passado em nossas lembranças sempre parece menos amargo.
  • eu percebo isso quando olho para trás e consigo sentir a nostalgia me invadir aos poucos, quando consigo enxergar os bons momentos que existiam dentro da bagunça que me encontrava e apesar de dizerem que isso é maturidade, eu vejo como sadomasoquismo. todo o meu passado foi infeliz, porque sempre fui metade - permiti me dissolver nos poucos alheios para que pudessem transbordar como se aqui dentro já não fosse vazio o suficiente para eu me doar. eu procurei tanto o amor que ele rasgou as minhas pernas, ainda sinto as feridas que foram abertas e como ardem em contato com a água. eu quis fazer parte e não nego que ainda desejo me encaixar em algo como as peças certas de um quebra-cabeça mesmo sabendo que somos pedaços de estrelas e como tal, juntos somos um universo diferente. eu lembro das vezes que pensei que havia achado o grande amor da minha vida, foram diversas, porque eu gostaria que todos eles fossem grandes e me amassem como eu os amava, mas fui tão cega e necessitada de afeto. por que essas experiências criaram um déficit em mim? eu sou tão doente por dentro e não posso mostrar para ninguém desde que correriam ao ver essa sujeira. as pessoas que passaram na minha vida acabaram ficando numa espécie de fantasma e não há nada pior do que as assombrações de quem você amou. sei que ainda existem fragmentos dos sentimentos que me causaram - ainda lembro da madrugada onde trocamos mensagens sobre a nossa alma (a alma que carrega apenas os carmas dessa vida e não de outras), lembro da euforia por finalmente alguém estar olhando para mim (como se uma criança tivesse ganhado o presente que tanto desejava. você me tratou assim, tudo bem), de pensar que as minhas ideias combinavam com alguém e então eu teria alguém que entenderia o que escrevo (com a paixão e dor que eu coloco), de desenhar uma planta para a casa que todas dividiríamos porque nenhum homem estaria no meio de nós (e provavelmente não esteve, mas palavras não são totalmente sinceras), do cheiro que seu pescoço exalava e como minha risada cabia dentro daquele lugar (mas eu fui embora e foi o melhor). eu sinto que vivi apenas para sentir essas pequenas felicidades, porque a minha vida será cheia de tristezas e a própria “durará para sempre”. mas eu fico feliz por seguirem em frente sem mim, caso contrário, apenas teria parado a minha jornada porque eu só posso seguir sendo solitária (aqui dentro). 

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  • alguns dias são pesados, mas existem esses outros que fazem tudo valer a pena. as pessoas são como os dias. nublados ou ensolarados, quentes ou frios & calmos ou agitados. 

    é difícil compreender o meu espaço no mundo quando o próprio parece me chutar na cabeça para mostrar que eu não pertenço ou que não sou suficiente, mas apesar disso, existem as visitações de pequenos alienígenas que dizem que eu estou bem, que eu estou indo e não preciso fazer parte de tudo quando posso ser algo muito maior que isso. sou grata por esses dias onde o universo gosta de mim mais do que imaginaria.

    06 de dezembro de 2017

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    Have you ever felt that you cared so much you wanted to kill?
    Kurt Cobain, from a diary entry featured in The Journals of Kurt Cobain
    (via violentwavesofemotion)
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    problemas
  • cansada de todos os meus clichês, mas é como o que foi dito “nada é criado atualmente, apenas reinventado” e imagino que todos os meus problemas já foram de alguém. mas não consigo acreditar que todas essas dores que parecem me dilacerar de dentro pra fora acabaram sendo entendidas. eu penso que eles apenas enfrentaram sem tentar compreender a fundo como se houvesse um grande bloqueio da parte sentimental deles, não é como se eu não tivesse tentando criar o meu; mas ele é tão disfuncional quanto a minha cabeça. eu sei que existe algo de errado comigo, eu sempre soube mas tentei não admitir para não ter que seguir além disso. por que eu sempre aceito a problemática como sendo responsável por ela? entendo que sou complicada e complexa e tenho costumes destrutivos, mas como os problemas que as pessoas tem comigo podem ser da minha causa? tenho um desejo profundo de me isolar para que não seja mais capaz de trazer imperfeições, mas o meu ego ou o meu coração (a respeito destes, não tenho muita certeza de quando cada um está no comando) diz que devo tentar mais, que posso aproveitar e sentir algo bom ao estar perto das pessoas. minha dualidade será a minha morte. o que eu sou? como eles realmente me veem? disse tantas vezes pra mim que se definir é se limitar, mas talvez nunca tenha o feito por não conseguir enxergar dentro da neblina que me desanima e que está em torno. como posso parar de me sentir culpada quando é automático assumir que não sou o suficiente? eu me afundo em todos os meus sentimentos de remorso e em indagações de coisas que eu poderia ter feito caso fosse mais (mais forte, mais corajosa, mais inteligente, mais caridosa). quão banal é tudo isso? espero não ficar aqui por muito tempo, apesar do efêmero desejo de poder “viver” e fazer algo grandioso, porque só tenho certeza de que não levarei esses sentimentos juntos - o carma pode fazê-lo e já me preocupa a errática que pode ser não desse corpo, mas dessa alma. 


    talvez eu mereça, talvez eu apodreça.  

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    02/12
  • estamos perto do natal e a data comemorativa costuma ser problemática para todas as pessoas que não tiveram uma família padrão (isso é, aquelas que permanecem juntas e sentem empaticamente uns pelos outros) e uma soma para os adolescentes “complexos” que preferem a introversão. não existe nenhuma razão para o que foi escrito, mas gostaria de adicionar que o espírito natalino ainda não me tocou e dificilmente irá fazê-lo. eu penso que sou egoísta, mas tenho a noção de que as pessoas ao meu redor conseguem ser mais ainda e costumam se alimentar da minha sensibilidade. quando eu era mais nova, acreditava que sentir muito era melhor do que não sentir nada, conhecendo o vazio existencial que toma conta da minha alma (eu realmente tenho uma?), entendo o que aquela ideia oferecia, mas não tenho tanta certeza disso conhecendo a destruição que minha afeição causa. eu estou cada vez mais doente e me sinto mais deslocada do que antes. não me sinto bem com meus pensamentos, meus sentimentos, meu físico, minhas relações e tudo que é sobre “mim”. não basta me fechar no meu próprio universo, porque está caótico e não é tão seguro estar sozinha. eu só consigo imaginar diferentes mortes para mim, enquanto meus parentes cobram alguma coisa. eu não estou presente o suficiente, eu não sou ativa o suficiente, eu não estou pronta pra vida o suficiente, eu não estou dando amor o suficiente. eu não sou o suficiente. e não importa o quanto eu tente preencher o meu vazio comigo, eu também não sou o suficiente. eu não posso fazer nada por mim, mas é certo de que estou tentando fazer algo pelo mundo. porém enxergo todas as minhas crenças diluídas e nada parece real ou valer a pena para continuar fazendo. preciso ser sincera e dizer que me afundei na ideia do futuro afirmando que um dia esse “presente” vai ser bom, então não preciso ficar sufocada com o que está acontecendo, mas não consigo trabalhar para gostar do que estou vivendo. não haverá futuro se eu não conseguir trabalhar no presente. tenho considerado procurar uma terapia para controlar a minha raiva, porque ela parece tão profunda, intensa e sincera ao ponto de dominar os meus órgãos (estou cansada de sentir dor no estômago) e por mais que tente repetir todas as técnicas que li; não surte efeito.

    pareço uma fruta embolorada /
    sinto como se meus sentimentos fossem água contaminada /
    eles me enxergam como alguém que não faz questão de nada ou teve um mau dia 

    meus sentimentos são avalanches e estou me afogando neles. e como alguém que não tem a quem gritar, permaneço em silêncio enquanto cada fluído invade meus pulmões. eu vou morrer com essas sensações e ninguém será capaz de presenciar (muito menos, me ajudar).

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    24/11
  • só hoje apareceu a coragem de escrever sobre as coisas que têm estado na minha cabeça. eu penso que estou perdida, me enrolando em um emaranhado de ilusões onde não sou capaz de definir as alucinações e a realidade. as pessoas têm aparecido e sumido em outros ambientes, os universos paralelos se aproximam cada vez mais, logo me sinto conectada com quem nunca percebi e não tenho ideia de onde isso pode me levar - se existir algum lugar para ir. minha intuição grita para não confiar nos seres humanos ao meu redor, porque todos estão tentando ser beneficiados e não existe ninguém com as mãos limpas. não existe ninguém que não está sendo dominado pelo ego e essa máscara ambiciosa os tornam drenadores de energia. as frases têm ficado embaralhadas em minha mente e sinto-as na ponta do meu estômago como um veneno e analgésico. não posso considerar as minhas próprias ideias, pois tenho dúvidas da minha sanidade. quando dou dois passos, volto três e assim, sinto que estou em uma esteira rolante onde apenas me canso e não aprendo. estou doente pela dor do mundo e a despeito de querer curá-lo, também desejo destruí-lo. talvez deus não apareça mais para nós, porque desfizemos do único presente que ele nos deu: a humanidade. e ao perceber que não tenho fé, penso que perdi a minha sensibilidade. eu tenho falhado com todas as minhas qualidades e quase não há nada em mim, senão esses presságios de que o meu fim está próximo - o desfecho do ciclo - e não sei como reagir quando a consciência revela que o caos não é a resposta e a paz não consegue agregar um lugar para si. 

    eu estou surtando ou eu estou acordando?

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  • Paul Emmanuel