Henry Rollins (via quotemadness)
[tradução]: eu descobri que é preciso muita força para me suportar.
Henry Rollins (via quotemadness)
[tradução]: eu descobri que é preciso muita força para me suportar.
sobre processos e o meio:
estar no meio faz parecer que nada está acontecendo ou se algo está acontecendo é o errado. estar no meio é precisar entregar, aceitar e confiar. estar no meio é ser uma pedra no rio. não se apegar, não se aprisionar. estar no meio do caminho é mais difícil do que estar no começo e no fim. é estar onde o esforço parece inútil e necessário.
estar no meio é doloroso porque qualquer deslize parece um grande fracasso e com a mente conturbada, parece que a não tentativa é melhor do que a falha. somos constantemente ensinados e bombardeados com essa situação de que uma vitória só importa se é uma linha reta de ascensão e o fim deve ser o topo, o primeiro lugar.
estou tão cansada dessa construção social que nos é enfiada pela garganta. e somos obrigados a aceitar, a aguentar, a fazer parte. seja sobre o sucesso, carreira, relacionamentos, corpo ou modo de viver. a vida é mais do que começar ou terminar. toda a mudança real acontece no meio - no estar, no ser. a mudança acontece onde não conseguimos desenhá-la ou traçá-la.
20:47.
como eu poderia não ser perfeita quando fui feita da mesma matéria dos deuses?
a verdade é que eu passei anos tentando ser o que os outros desejavam, o que parecia ideal em comparação aos diversos modelos e nesse processo de ser alguém, esqueci que só posso atuar com precisão o meu próprio papel. está na minha pele como o lobo que tem em seu intimo: o coração de um caçador. empurrei o meu “eu” o mais fundo possível e sufoquei cada parte: a criança, a besta e com isso, acreditei que poderia calar tudo que me desagradavam - mas só fiz com que os defeitos ficassem barulhentos em minha cabeça. sem saber que a luz é sempre maior que a sombra. escondi tudo e apaguei a fogueira que havia no meu peito. e tudo ficou frio. uma neblina estabeleceu um lugar e nada crescia, apenas morria.
só agora compreendi que: tudo que existe no escuro, existe na luz e vice-versa.
minhas qualidades só são visíveis por causa dos meus defeitos e estar consciente disso pode contribuir. o mundo inteiro tem uma sombra, porque só através dela sabemos que a luz. não precisamos agir com ambivalência, mas necessitamos ser transparentes quanto a dualidade que existe em nós. como a natureza poderia errar ao criar cada parte de nós? como a natureza poderia estar errada quando tudo é interconectado? e tudo é um e um é tudo?
nós somos seres cíclicos, somos seres de mudanças, somos seres de diversas facetas e isso mostra que estamos vivos. o permanente não existe ou está morto.
olhar para a própria escuridão e confrontá-la é essencial para compreender a sua luz também.
Stephen Chbosky
(via naturaekos)
[tradução]: estou preso entre tentar viver minha vida e tentar fugir disso.
quero viver sem ter lutar. estou cansada dos meus dias no campo de batalha.
como é conseguir aproveitar a vista sem ter que utilizar um elmo? como é sentir o coração bater sem ter um escudo em cima? como é possível seguir os dias sem usar uma armadura? como é virar as costas e não esperar um golpe letal? como é agir descontraidamente em uma multidão? como é possível confiar e não esperar ser traído?
a verdade é que eu encarei o manto de guerreira como uma coroa e coloquei sob os meus ombros, esquecendo que a única forma deles serem lembrados é com uma trágica morte em realização de algo maior que os próprios, mas como um ato poderia ser mais do que a minha vida? eu levantei os punhos e coloquei um pé defronte o outro como uma pose artística que vênus utilizaria para encantar os telespectadores enquanto eu faria para que temessem. escolhi o sangue e pintei todos os meus sonhos com vermelho escarlate para que não houvesse dúvidas: sou o caos, a destruição, a guerra. queimei toda a esperança que existia e usei as cinzas para pintar o meu rosto em consagração, derreti ouro sob o meu coração para que soubessem que nada poderia machucar. ouçam o meu grito e sinta a minha fúria! não faço mais parte da natureza. ela é mutável e eu sou intocável.
brandei diante de todos.
e agora, diante do apocalipse, olho para trás e imagino como poderia viver sem lutar, como seria viver sem lutar. que sabor teria a vida senão ferrugem e poeira? que cor teria o céu senão vermelho fogo? que toque teria o outro senão áspero? que sentimento existiria senão ódio, dor, inveja e terror?
Abandoned villa in Italy || Romain Thiery
Marcus Aurelius (via amortizing)
[tradução]: tudo o que ouvimos é uma opinião, não um fato. tudo o que vemos é uma perspectiva, não a verdade.
a concepção de tempo que foi imposta consegue ser mais ditatorial que a natureza. e o ponto principal é que estamos correndo contra algo que não existe e por não existir, nunca somos capazes de avançar um passo. quão doentio é essa estrutura? esse sistema?
continuo estabelecendo metas para um futuro que não sei se virá, que posso nunca atingir ao ter meu corpo tridimensional desfeito. o que realmente vale a pena? e por que algo tem que valer? estamos vivendo essa experiência em busca de um conhecimento e ficamos perdidos na espiral que são os obstáculos - trabalho, escola, energias negativas, mídia - e no final, permanecemos vazios. vazios da luz que somos.
você é capaz de reconhecer a sua luz ao olhar para dentro da escuridão?