Albert Camus, “Return to Tipasa”
(via goodreadss)
[tradução]: nas profundezas do inverno, finalmente aprendi que dentro de mim havia um verão invencível.
Albert Camus, “Return to Tipasa”
(via goodreadss)
[tradução]: nas profundezas do inverno, finalmente aprendi que dentro de mim havia um verão invencível.
ANGELS RIBÉ - SIX POSSIBILITIES OF OCCUPYING A GIVEN SPACE
tudo está mais confuso do que sempre esteve. eu medito, me alimento corretamente, mantenho relações fixas e ainda pareço uma bagunça. esse tempo sozinha faz com que eu pense a respeito das coisas que me consumiram ao longo das duas décadas e descubro facilmente que não sei quem eu sou porque reprimi tudo. não digo só da raiva, mas de todas as coisas que eu possivelmente poderia me interessar caso não tivesse sido direcionada para outros assuntos. tenho mantido comigo tudo: os sentimentos bons e as expressões negativas. é difícil abrir o meu coração e permitir que isso venha como uma avalanche. não posso negar que no meio desse processo tenho vontade de dar as costas e abandonar. é fácil parar, mas aposto que não seria fácil ignorar o avanço que tenho feito. eu compreendo que nada vai acontecer de uma hora para outra - como a cura não é linear e como nunca vai chegar um momento onde sei tudo é necessário, porque por mais que eu saiba, nunca vai ser o suficiente e está tudo bem. está tudo bem sobre eu estar caminhando no meu tempo, mas não consigo lidar muito bem com as sensações físicas e emocionais que me acompanham. o meu ego tenta o tempo todo ganhar. o meu ego é obcecado pelas minhas falhas. o meu ego se alimenta do meu medo e da minha imagem. o meu ego ainda toca a minha criança interior e ainda se sente ameaçado pela minha sombra. eu sinto vontade de chorar, eu me sinto mal, mas agora toda raiva evapora. eu não devo mais culpar os meus pais, o ambiente ou qualquer coisa, a única pessoa responsável sou eu e perceber isso é libertador. sinto uma faísca ressurgindo dentro dessa caverna fria e isso me faz querer mais e mais. eu não devo me comparar aos outros. eu não devo machucar o outro, mas também não posso aceitar o que me ofende. estou tentando ser paciente, porque a ansiedade ainda consegue preencher cada lacuna da minha mente, mas eu vou tentando. todo dia é um novo começo para acordar.
eu estou tentando passar pelas situações tempestuosas agora e a vida parece pesada demais para ser carregada dentro dessa gaiola feita de ossos que abriga o meu coração.
(via purplebuddhaquotes)
[tradução]: eu temia ficar sozinha mais do que temia qualquer outra coisa. e o motivo pelo qual eu temia ficar sozinha era que eu nunca me sentia bem comigo mesma - não gostava de mim mesma, não apreciava a mim mesma ou até mesmo me amava o suficiente para estar confortável com a minha própria companhia.
Testament of Youth (2014)
a melancolia atinge em um strike surpreso,
tudo que me alcança é criado na mente
- a saudade que nunca existiu, o amor que nunca foi dado
a vida que nunca foi minha
o espírito fica abalado e a materialidade permanece intacta
tudo é fruto de anos de solidão
então esta conjuntura acabou sendo arquitetada
mas a inquietação abala toda a estrutura,
a escuridão que antecipa o nascimento me assombra
eu tenho medo do escuro!
eu tenho medo de realizar sonhos!
eu tenho medo da vida
há duas décadas que sobrevivo da minha imaginação.
como posso supostamente saber que vou chegar ao topo após estar tão fundo?
Greek sculpture from the Classical Period at the National Archaeological Museum in Athens.
“The harder the rain, honey, the sweeter the sun.”