que os deuses me carreguem. levem o meu coração e o pouco espírito que ainda resta nesse corpo. que joguem essa carcaça enrolada em uma âncora para o fundo do mar. que nenhum ser vivo possa enxergar alguma prova da minha existência na terra. quero me desintegrar com todo barro que cobre esse globo. talvez eu possa adubar o plano que me sustentou. as minhas palavras serão apagadas porque todas foram profanas. eu fui egocêntrica. meu sangue será diluído na água e todo vermelho se transformará em transparência, porque gostaria de ser sido cristalina, mas nasci suja de fuligem e com cheiro de couro. a minha vida foi uma batalha de titãs: quase divina, quase mundana.