eu preciso ser sincera. organizar toda a loucura que surge diariamente na minha cabeça, porque toda essa situação está criando uma culpa imensa que transforma o meu emocional em mármore e a vida é um grande mar. afogo. afundo. quase que desapareço. torno-me uma mobília de um ambiente não propício.
não importa quantos passos esteja dando na direção certo, a minha consciência me traí e recolhe as pedras do caminho para prender a nuca. pesa e pesa tanto que facilmente me viro para ter certeza, para corrigir erros que não existem. eu sinto tanto medo e não imagino como alguém possa viver diariamente com esse sentimento. isso não é normal, então entro numa breve conclusão de que estou apenas sobrevivendo. e não posso afirmar que estou fazendo bravamente. sou fraca e covarde.
covarde. assumir isto é como arrancar minha pele. dolorido e satisfatório. arde, sangra e sensibiliza. sou covarde, porque sou extremista. não sou capaz de enxergar uma situação onde a morte não é iminente por conta da minha necessidade de tudo. tenho delírios violentos. a vida-morte-vida corre em minhas veias como fogo sob pólvora. a selvageria rege tudo menos a persona e costumo necessitá-la em sociedade. a sociedade me colocou nessa gaiola onde meu inconsciente dorme, hiberna, morre.