o dia quase não amanheceu ficando em tons nublados e chuviscou o tempo todo. são seis horas da tarde e o clima continua oscilante. mas não sou nenhuma meteorologista para ficar escrevendo a respeito disso, implacavelmente, o cenário inteiro me lembra de nós. do nosso começo.
havia esquecido como eu amo os (re)começos. como adoro a sensação de estar em um novo trilho que não está descarrilhando, mas que oferece um mix de diversas “primeira vez” para satisfazer o meu coração pioneiro. é um lembrete sobre a paixão.
eu gosto da gentileza que nos ronda ao conhecer alguém e estar conquistando um coração - apesar de já termos feitos ambos, nenhuma delicadeza é demais e nunca quis deixar de capturar a sua afeição ou atenção. e esquecemos isso na rotina. eu quero criar hábitos de restaurar todas as pequenas coisas que fazem diferença. quando você olha lentamente pra mim, quando acaricio o seu rosto e quando simplesmente paramos e ouvimos um ao outro. rimos e adoramos juntos.
a sensação de voltar para casa permite que eu possa flutuar porque sorrir é uma tarefa fácil. é como mágica. e surge no peito a razão do porquê somos o que somos. porque estou aqui ao seu lado e porque eu o amo. não é sobre ontem ou amanhã, é sobre o agora. porque se abaixarmos todos os muros, somos puro amor e como não ser tocada pela vida assim?