me vejo sumindo nesse corpo
— evadindo pelos dígitos como poeira —
até que não haja nada.
principalmente, eu.
descobri que tenho medo da morte,
logo me conforto com ilusões, digo que o mundo é perigoso demais e sensível de menos;
mas a verdade é que já fui grande o bastante para incomodar &
me diminui para caber,
menos, menos e menos,
virou um hábito e contudo
é pouco o que me resta.
tão pouco que estou sumindo,
me escondendo, voando, desaparecendo.
consumindo a mim mesma.
em estado de paradoxo — gato de schrödinger — morta e viva.
sem luz, pouca carne e muito medo.