hello there
vulcano
@fuckaneurysming
maiamero, 21 • conjunto expositivo de poesias visuais e textuais. expresso as minhas emoções com todas as linguagens que posso dominar e algumas vezes, utilizo a do outro para ser compreendida.
1565661990
  • é fácil se perder, é mais fácil ainda se desesperar diante das dificuldades. o ego decidiu estabelecer que as respostas surgem e não são respondidas, semana passada foi dito em um documentário que por conta da rede de informações atuais existem mais perguntas do que respostas, mas diante de uma meditação - quando tudo parecia imperturbável porque todo o ambiente exterior fornecia apoio para o meu interior, cheguei a conclusão de que gostaria que a minha boca fosse um canal direto para o meu coração. para a verdade. e tudo isso para falar de cura. cheguei ao ápice mental do mês e agosto começou esses dias. tive a minha primeira crise de ansiedade depois de muito tempo sem acolher esse visitante. pensei que ia morrer, depois que teria que me matar e por último, que gostaria de morrer. tudo isso para não ficar no escuro. repetimos constantemente que a cura não é um processo linear, mas quando somos testados é assustador. por que não nos curamos tão rapidamente como somos machucados? e o que está sendo perguntado é evidente, porque estamos tentando não apenas curar a nós, mas as outras pessoas - algumas que nem mesmo estão envolvidas no processo de se regenerar. todos temos o nosso carma e precisamos aprender a viver com ele. toda vez que minha cabeça decide me pregar peças, repito como é insuportável viver nesse corpo, porque meu coração parece ser sensível demais para esses pensamentos violentos e a oscilação que meu transtorno oferece dá vertigem. logo, sou carne exposta diante de hienas famintas. é fácil esquecer de tudo isso e permitir que meu estômago embrulhe, minhas lágrimas caiam e que sussurros grosseiros sejam ecoados. e ao me acostumar com a minha falta de autocompaixão é mais fácil ainda me culpar, me afundar e não permitir um descanso (porque isso sempre pareceu fraqueza para mim, então parece mais fácil “aceitar a derrota”), mas aqui está o ponto crucial, esqueci de tudo que estava me esforçando para aprender até agora - a outra parte da minha “dualidade”. os lados positivos e tudo que avaliei enquanto estava bem. permiti que o choro chegasse para silenciar os demônios que não me davam paz e facilmente a voz verdadeiro do meu eu apareceu dizendo que já passamos por isso e sou forte o suficiente. sempre passa. e este é o manifesto da natureza. sem lama, sem lótus. sem chuva, sem flores.