o meu sangue não é azul;
e não há um espaço gélido dentro desse corpo
o meu peito borbulha feito lava
protegido por uma casca ígnea como kintsugi;
o dourado cambiado por laranja que gera náuseas
e suor;
o que me mantém viva é o calor que brilha entre as lacunas
e ele queima;
criando um eterno deserto
[emocional]
mais do que excitar, o meu amor
deforma
- seca toda água interior -
como um desastre natural que encanta à distância
e danifica [a]o próximo.
crio alucinações para o espetáculo que é encontrar esse esmo;
aprisionando e desnutrindo até o extermínio meus visitantes.
[eu sou a Terra - com as inúmeras artimanhas que pode destruir a si mesmo e seus moradores]