hello there
vulcano
@fuckaneurysming
maiamero, 21 • conjunto expositivo de poesias visuais e textuais. expresso as minhas emoções com todas as linguagens que posso dominar e algumas vezes, utilizo a do outro para ser compreendida.
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  • foi difícil cair no sono nessa madrugada e mesmo deitada na cama, as palavras que eu desejava escrever ficaram rondando a minha cabeça como se precisassem ser exteriorizadas para que o sentimento de lucidez permanecesse. eu me afasto porque estar perto é um veneno apesar de ser antídoto, porque você não pode me amar até que eu derreta como o sol faz com congelados e apesar da minha intesidade de afeto só posso fazê-lo em horas exatas, jamais de maneira contínua e encontro a minha dualidade como enxergo a sua onde há necessidade de espaço, mas por que o deseja quando sua companhia parece oxigênio para mim? e assim, sei que não devo me aproximar mais, que não devo me abrir mais do que fiz, porque se você já causa essas desgraças com apenas feixes da minha sensibilidade, imagine com uma grande lacuna. eu não sei amar e apesar dessa verdade trágica, eu tento, mas como de costume, destruo tudo - se não for pra te colocar em pedaços, então faria de mim outra pessoa. como alguém que nunca recebeu amor pode saber como amar? eu não acredito que tenho sido amada o bastante para saber ou lembrar dos atos, do conforto. por que tudo é tão distorcido nessa minha realidade? parece que quando tento andar em estradas retas, meus pés entortam para que eu entenda que ali não é o meu lugar. ser saudável não é para mim e como eu gostaria de ser, mas isso é diferente. não fico impressionada pelas idas das pessoas, antes das próprias fazerem é quase como se eu abrisse mão para que não as sufocassem ao tentar porque é o que meu apreço faz, afoga, esmaga, deforma e apesar do medo extremo de ser abandonada, tento fazer com que todos os façam porque sei o quão árduo é estar ao meu lado - sem saber o que essa cabeça realmente pensa. amaldiçoado sejam os meus sonhos que me contam verdades enquanto durmo e parecem permanentemente mais real que a vida de olhos abertos.

    12:51, escrevo agora porque não é seguro conversar, a minha casa não é um bom lugar para contar segredos e por fim, tudo foi vomitado.

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