hello there
vulcano
@fuckaneurysming
maiamero, 21 • conjunto expositivo de poesias visuais e textuais. expresso as minhas emoções com todas as linguagens que posso dominar e algumas vezes, utilizo a do outro para ser compreendida.
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  • toda vez que escrevo, vomito porque vivo engolindo estragos.
    penso que posso aliviar as minhas dores ao eternizá-las, mas quando faço, acabo revelando feridas ainda mais profundas. sou invadida pela necessidade de memorizar e descrever o que me dilacera de um canto ao outro. mas como pode uma criança ter inúmeros traumas?

    tenho realmente pensado em voltar para o meu tratamento e considero isso um sinal de fraqueza. não que as pessoas não possam fazer, mas especialmente eu, eu não devo. eu não quero ser controlada por um medicamento, mas será que a minha prisão não é uma salvação para os demais? será que não é o meu distúrbio que causa tantos problemas e desentendimento ou deveria culpar a minha personalidade formulada por um ego carente? essas faces que a madrugada apresenta acabam sendo mais sinceras do que eu poderia ser com um terapeuta. eu estou cansada de contar o que acontece no meu dia-a-dia como se fosse anormal, mas por que tudo me toca tão profundamente? só aconteceu dos meus pais se divorciarem, das minhas primeiras amizades serem incertas e de muitas pessoas decidirem ir. creio que também tudo que surge pode ser um consolo para a futura tragédia que eu serei. 


    delírio:
    [o caos estaria sempre à procura de Ares?
    seguindo-o como uma sombra
    e acometendo-lhe como um pesadelo
    para que jamais pudesse deixar de ser (Deus da) matança personificada?]


    01:24. é tarde, escrevo sem realmente querer - é uma ação automática como a minha respiração. tudo dói e é minha culpa (mais uma vez).

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