só hoje apareceu a coragem de escrever sobre as coisas que têm estado na minha cabeça. eu penso que estou perdida, me enrolando em um emaranhado de ilusões onde não sou capaz de definir as alucinações e a realidade. as pessoas têm aparecido e sumido em outros ambientes, os universos paralelos se aproximam cada vez mais, logo me sinto conectada com quem nunca percebi e não tenho ideia de onde isso pode me levar - se existir algum lugar para ir. minha intuição grita para não confiar nos seres humanos ao meu redor, porque todos estão tentando ser beneficiados e não existe ninguém com as mãos limpas. não existe ninguém que não está sendo dominado pelo ego e essa máscara ambiciosa os tornam drenadores de energia. as frases têm ficado embaralhadas em minha mente e sinto-as na ponta do meu estômago como um veneno e analgésico. não posso considerar as minhas próprias ideias, pois tenho dúvidas da minha sanidade. quando dou dois passos, volto três e assim, sinto que estou em uma esteira rolante onde apenas me canso e não aprendo. estou doente pela dor do mundo e a despeito de querer curá-lo, também desejo destruí-lo. talvez deus não apareça mais para nós, porque desfizemos do único presente que ele nos deu: a humanidade. e ao perceber que não tenho fé, penso que perdi a minha sensibilidade. eu tenho falhado com todas as minhas qualidades e quase não há nada em mim, senão esses presságios de que o meu fim está próximo - o desfecho do ciclo - e não sei como reagir quando a consciência revela que o caos não é a resposta e a paz não consegue agregar um lugar para si.
eu estou surtando ou eu estou acordando?