hello there
vulcano
@fuckaneurysming
maiamero, 21 • conjunto expositivo de poesias visuais e textuais. expresso as minhas emoções com todas as linguagens que posso dominar e algumas vezes, utilizo a do outro para ser compreendida.
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  • a verdade é que eu me vejo parada enquanto o mundo muda. quando era mais nova, tinha o costume de pensar que a realidade dos outros só se tornavam interessante pela minha presença - como se eu fosse o caos que faz tudo acontecer, mas ao ficar muito tempo próxima, atenta como os mais velhos que esperam notícias todas as noites, percebia que tudo era igual, a evolução estrondosa não parecia nada com um peão girando, mas como uma criança que tenta dar os seus primeiros passos. e logo me convenci de que não valia a pena estar ao lado deles, que essa rotina que desafia era tediosa apesar de ousada e sempre precisei de constante movimentação (atenção). e entendi que meu lugar na vida de algumas pessoas era ser telespectadora, agir como um sujeito observador e seguir. mas essa semana, a vida tem me sacudido para cada lado que eu não pude deixar de olhar para trás e buscar as pessoas do passado no presente e o caminho que tomaram surpreende ao ponto de me cegar. nunca soube quem elas eram e agora, muito menos como quando ouvimos nossos avós falarem de política depois da sobremesa e nós só sabemos o nome do atual governador. eu vejo a todos com tanta confiança, aprendendo sobre a vida e quando olho meu reflexo, só enxergo os medos, que tem sido alimentados, portanto gigantes e é como cada experiência, vivência não fosse nada senão uma carta lida em francês quando falo em alemão. eu sei que tenho crescido, lembro da sensação do amarelo em meu peito e o Sol me iluminando, mas estou temporariamente cega, me deixando levar - eu sempre deixo e é quase como se o universo se deformasse cada vez que eu pudesse quase encaixar em suas bordas e então, eu estou no começo da linha de partida. parada enquanto o som da chegada acabou de ser disparado.

    20 de novembro de 2017.

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