eu odeio o que faço comigo, mas não se preocupe, eu odeio mais o que faço com os outros. eu detesto o medo que sinto, a raiva que existe em mim e a crítica que samba no meu peito. eu estou solitária. eu estive sozinha por tanto tempo e só pude notar o quanto isso me afeta agora. eu não tenho mais como me esconder. eu não tenho coragem de me fazer mais de vítima e todas as palavras ficam entaladas na minha garganta. eu estou engolindo sapos há anos, mas isso é uma coisa nova. eu quero pedir socorro, mas as pessoas estão ocupadas demais. eu queria entender o porquê. que tipo de criança eu fui? porque eu sou uma merda como adulta. a realidade me massacra, enquanto tento enxergar a minha sombra que quase me engole. eu nunca sou o suficiente. eu nunca sou o bastante. e eu não nego que estou preocupada demais tentando saber se sou adequada para a situação.