hello there
vulcano
@fuckaneurysming
maiamero, 21 • conjunto expositivo de poesias visuais e textuais. expresso as minhas emoções com todas as linguagens que posso dominar e algumas vezes, utilizo a do outro para ser compreendida.
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  • Eles estão matando a bondade para ter uma personalidade, usando uma máscara para que possam parecer mais inteligentes, para que possam parecer didáticos. O conhecimento é poder nessa nova era. Todos estão se matando em troca de informação. A Matrix tem uma nova Matrix e estamos mais enrolados em teias do que moscas presas por aranhas. Carregamos palavras como os pássaros levam suas penas e achamos que uma pedra atirada, só afunda, nunca desliza pela correnteza. Estamos cegos, mais cegos do que antes, mais cegos do que nunca. Você diz que a culpa é minha, mas seu impulso em olhar algo, acaba falando mais sobre você do que de mim. A inteligência chegou em forma de dialeto do “falo o que penso”, mas não estamos aptos á análise. Sua insegurança sempre será disfarçada em forma de opinião como quem caçoa do inimigo pelas costas. O seu ego está na sua frente - e você está de costas para o Mundo.

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  • Sonhamos com o dia da nossa independência, mas onde está o grito de liberdade ou morte?

    Queremos uma família que não nos foi dada, mas conquistada dia após dia, desejamos a sorte que não nos foi presenteada, mas que fizemos para acontecer, almejamos um mundo sem guerra que não nos foi ofertado, mas que não cultivamos. Vivemos em sonhos e negamos a realidade bruta. Fechamos nossos olhos e falamos sem ouvir, discutimos sem compreender. Estamos nos tornando a geração utópica. Não seguimos moldes, pois não podemos encontrar o que criamos. Não podemos sobreviver com o que nos foi entregue quando isso é um reflexo de nós mesmos. A verdade é que somos mesquinhos de compaixão e cobiçamos a transparência alheia - a veracidade do outro.

    Quando perceberemos que não é liberdade ou morte? E sim, fraternidade ou morte? Somos interdependentes. Devemos aprender com o que nos foi dado e conquistar o que compreendemos para existir. 

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    02/09
  • você passou por tantas coisas para ser quem é hoje e eu amo quem você é, mas gostaria de tê-lo conhecido antes da sua fragilidade endurecer. queria ter estado ao seu lado para dizer que ‘não é normal, porém toda tempestade termina’. queria ter segurado a sua mão e ultrapassado os vendavais impostos. 

    eu sinto por todo o sofrimento que lhe afligiu. eu quero ser um curativo pra todas as suas feridas. 

    não consigo me desconectar desses sentimentos ruins e existe uma fenda para onde estou sendo puxada, só vejo ruínas. eu quero me agarrar a você. eu quero o conforto que só seus braços me dão. 

    quero morrer pelo sofrimento que enxergo em seus olhos. quero distorcer cada realidade ao te ver com rachaduras no interior. quero te curar com todo o amor que nunca recebi. 

    quero te fazer feliz com uma felicidade que nunca conheci, mas que desejo para você. 

  • fuckaneurysming

    escrito ao sentir sua falta. eu ainda sinto e está insuportável.

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  • você se foi sem dar tchau, apagou a luz e deu as costas para o que chama de amor. eu grito dentro da solitária e eles não podem acreditar em mim, pois esse inferno dói tão profundamente pelos meus demônios e o mal estar apresenta-se nos meus sonhos. eu sinto muito por sentir demais. eu não quero continuar aqui. e tudo parece muito maior do que é e sou menor do que todas as coisas ao meu redor. desejo dormir e não estar mais presente, mas a dor me relembra que eu sou sempiterna na selva que existo. não posso jamais morrer. estou cansada de estar no cansaço que me criaram. de não ser ouvida, de não ser tocada. sem esperança, longe do que chamo de casa, distante do pouco conforto, choro as dores infinitas. rasgo a minha garganta em busca de um conforto que nunca poderei alcançar. rasgo a minha pele de maneira que eu possa recordar. você não pode me suportar mais tempo. eu não posso mais primaveras.

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  • meu médico disse que ninguém nunca vai amar alguém como um borderline sente - a sua intensidade mata. como uma, eu sinto muito por tudo, por sentir dessa maneira onde eu perco o controle e tudo afeta. o saber e o não saber é uma agulha perfurando a epiderme. sei que sou um poço sem fundo com sentimentos até a borda e existe tanto que ninguém sabe, que eu não vi. eu morreria pelo amor e mataria pelo ódio e isso me faz anti-herói da minha própria história. quando eu peço perdão, também assimilo não querer sentir, não querer ser parte da minha transfiguração. se eu tenho esse transtorno, não deveria ser vista de outra maneira? sentindo e sentindo e transbordando o tempo todo, mas não. e me culpam pelos surtos. eu quero atenção, amor e compreensão em dobro (como eu sinto). eu quero me livrar desse peso que é me responsabilizar por tudo. eu quero poder descansar e ter um consolo, mas a minha mente nunca para. eu me destruo pela força dos meus sentimentos. eu rasgo as bordas da realidade.

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  • meu amor está oscilando entre o precipício e o seu encontro ao ser, enquanto isso, minha terapeuta diz que preciso parar de carregar o mundo nos ombros, mas nunca foi difícil tomar as dores de quem esteve ao meu redor. eu fico triste dentro da minha felicidade e sinto um vazio dentro da minha pluralidade, mas a compaixão tem aberto o meu coração e aprendo que não é o ódio que vai me manter segura, e sim, o amor que vai me salvar. eu aprendi que os pais só servem como exemplos de como não devemos ser com nossos filhos, porque a repressão continua sendo maior do que a aptidão para se voluntariar ao nosso crescer e seguimos com um sentimento incondicional sobre a necessidade desses em nossas escolhas. não sou esse indivíduo que enxergo no espelho e as pessoas não são as que vejo na rua - todos estamos escondidos dentro de nossas vibrações e continuamos a aprender a vibrar menos para não chamarmos mais do que podemos suportar de frustrações, por achar que existe algo exato e que mesmo sabendo que o sofrimento não dura mais do que uma vida, choramos como pudéssemos afundar os nossos pulmões em água branda para calar o que tanto afeta. a verdade é que o ego nos fere e o terreno é sujo como a lei de hamurabi, mas podemos ensinar ao nosso coração, a ser a nossa melhor versão de todos os dias: tentando. tentar cansa, mas nunca falha. hoje é sempre uma oportunidade.   

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    1503005271
  • Estou aprendendo e com isso, me torno mais autoconsciente de quem eu sou. Nesse estado, consigo entender rapidamente o que me faz mal, o que eu não gosto, compreendo de outra forma o porquê de não gostar de uma situação e o que me dá medo, não existe sombras para que meus pesadelos se escondam da minha visão e isso me torna infinitamente aberta para o mundo - para as melhores e piores sensações. Acabo me tornando vítima e causadora do que tanto me afeta desde que sou dona do meu carma e devo carregá-lo e aceitá-lo com a mesma responsabilidade que tomo minhas ações que por vezes são movidas pelo meu ego, para o conforto da criança que reside e não sabe sentir ou ter um contato com o alheio - que ignora o todo. Aceitar a minha fragilidade tem sido uma aventura para quem sempre levantou milhões de armaduras em si mesma, me permitir sentir e não negar o que me derruba é tão doloroso como me autodestruir ao não poder tomar posse do controle da minha vida e perceber que não existe como controlar a vida, apenas sintonizar com a própria tem sido um desafio e não posso fugir de uma partida. Eu tenho dados sorrisos e chorado lágrimas que não me tocaram por anos e a verdade é que tenho vivido, planejado menos e me permitido mais. Encontro-me nesse processo de descoberta do meu eu e começo a amar mais (amar é um avanço quando eu passei a minha vida reprimindo a minha essência) eu e essa jornada inteira. 

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    1502241467
  • Estamos rasgados em nossas bordas, mas permanecemos sendo obras de arte. A real definição só pode ser encontrada dentro da nossa vivência a respeito de algo. Uma obra-prima precisa fundir dentro de nós, precisa instalar um aspecto de criador, onde sentimos em nosso âmago, a força que nossas mãos ou nossa mente pode exercer ao ser inspirado. Nossos grandes amores são nossas telas favoritas. O resultado não pode ser julgado por beleza ou feiura, por verdade ou mentira, mas pela poética que transporta. Você instalou luz dentro da minha escuridão. E, por isso, você é o maior Criador da minha gênese contemporânea. Uma criação precisa continuar com o seu ciclo de nutrição. E, você, meu amor, nutriu todas as minhas falhas e hoje, me torno quase divina para originar. Eu não encontrei um conceito que pode ser concreto, não assimilei tudo ao meu redor e nem me encontro em um lugar onde posso me tornar esmerada, mas não importa o quanto classifiquem essa definição. No meio de você, eu descobri a relevância.

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    1499819593
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  • você é uma alma centenária. um ceifador fantasiado de velho sábio onde sua visão estreita está focada entre as grandes árvores da floresta ampla carregando consigo, um crânio para jamais esquecer da fatal mortalidade e da efemeridade do mundo, segura-a como a sua resistência contra a ignorância. se você fosse um elemento, seria o ar levando suas ideais como folhas que voam de um lado para o outro. um ancião observando através de óculos que são enfeites para quem tem os verdadeiros olhos abertos. você é um espírito que lutou em busca de paz, um guerreiro fiel - um protetor do povo - ao seu reino que cansou da tirania do monarca e abdicou à política, a religião e os falsos milagres que acontecem. nada mais lhe surpreende senão o sorriso da sua amada. o despertar chega e a sua essência pode ser encontrada na ação, nunca reagindo, o pensamento que acorda pronto para um futuro distante dos demais onde nunca poderá estar. sua natureza é uma carcaça abençoada onde seu vigor é ignorá-la para que não exista vento sob o seu pescoço, que o vangloriar-se não lhe atinja para continuar onde sempre esteve. no lugar exato. 


    para o homem que tem a alma antiga e o peito caloroso, 

    eu o amo.

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    24/06
  • é difícil sair da zona de conforto. é difícil pra caralho tentar transformar o próprio pensamento. é difícil ser quem precisa mudar a si mesmo, mas a realidade é que apenas nós podemos fazer isso. é difícil, porém não é impossível. 

    eu sei. 

    mas alguém necessita compreender que esses fatos não fazem com que eu não queira deixar tudo pra lá no primeiro apagão de espírito. em situações assim, é palpável a distorção da minha alma que parecer ser moldada unicamente com a intenção de sofrer para uma causa maior, ainda mais importante que a minha pequena vida.

    eu gostaria de rasgar os pedaços da minha dor e distribuir como um troféu para que pudessem entender essa dor gigantesca. eu quase não suporto o peso que a mesma faz em meu peito. eu acabo me tornando a víbora que traz de quem ama as piores coisas e não é algo que cabe a minha existência, então devo deixar essas mágoas intermináveis, destruir esse passado que age como uma corrente que não protege, mas aprisiona e seguir para viver o presente. 

    eu quero recomeçar. eu quero sair dessa zona e agir como uma guerreira novamente. eu quero estar confortável nesse corpo. eu quero entrar em sintonia com esse universo. 

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