hello there
vulcano
@fuckaneurysming
maiamero, 21 • conjunto expositivo de poesias visuais e textuais. expresso as minhas emoções com todas as linguagens que posso dominar e algumas vezes, utilizo a do outro para ser compreendida.
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  • o terceiro adeus;


    conversar é uma furada. escrever é um buraco maior ainda. apesar disso, eu continuava mantendo esses verbos como cartas nas mangas que poderiam me salvar. hoje, o que ainda julgo cedo demais, descobri que nada pode me tirar dessa vala senão a morte. eu realmente sinto muito e por sentir demais - por mim - reconheço que essas feridas nunca vão cicatrizar. provando o óbvio. não existe uma solução nessa encarnação. e eu escolho sair, opto por abandonar tudo. as alegrias mundanas e suas tristezas profundas como a depressão. porque aqui ninguém é capaz de ouvir e não sou suficiente para aguentar esse inferno só.

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  • é tão fácil odiar a mim mesma e quebrar esse ciclo é muitas vezes mais doloroso do que permanecer. eu não sei em que período os pensamentos começaram a surgir, mas tenho noção de que nunca me foi ensinado a defender o meu corpo ou meu coração. nunca tive um exemplo para me dizer o que devo aceitar ou não e isso não é sobre o que eu penso, mas sobre a opinião alheia. acabei permitindo que opinassem tanto sobre o meu corpo que ele é uma prisão para minha alma - jamais um veículo de mensagem, uma extensão entre o céu e a terra. a verdade é que decidi começar a me exercitar para ter maior controle sobre minha saúde, porém é tão comum pensar o quanto odeio cada parte de mim, porque essa é assim, aquela é meio assim e por aí vai. não é muito diferente sobre a minha alimentação. e toda comida deve ser um remédio, mas eu faço ser um veneno. eu transformei o local do meu espaço em moradia para a vergonha. para o ódio e desconforto. o único momento em que não penso em quanto detesto os pequenos detalhes que estão em mim é quando estou na companhia do outro - provavelmente por estar analisando-o. eu estive tão presa no ciclo do julgamento, acostumada com as convicções alheias que sempre pareceu normal até adoecer. a negatividade e a ansiedade corroem meu estômago, sugam o meu espírito. e eu me encontrando tentando preencher esse esqueleto com vida.

    La Loba, ajude-me.

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  • eu odeio isso. eu gostaria de gritar até explodir os meus pulmões para que essa dor fosse mais óbvia. continuo odiando esse corpo. estômago. rosto. cabeça. alma. desejo que tudo acabasse o mais rápido possível já que não sou capaz de dar um fim nisso. ainda existe uma ilusão de que tudo possa melhor. que todo esse caos é um mergulho no inconsciente. besteira, né? eu mato todas as coisas boas em mim, porque eu não sou boa. odeio que nada é suficiente pra mim e continuo desconto nos outros. odeio ter essa necessidade da compreensão alheia porque viver em sociedade pede isso e não posso fugir desse maldito ciclo. os outros são um inferno, mas eu sou um inferno maior ainda (para mim). não importa o que eu faça, eu só consigo jogar gasolina no incêndio que inicia no meu peito. esse sentimento é mais familiar do que qualquer outro.

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  • eu odeio o que faço comigo, mas não se preocupe, eu odeio mais o que faço com os outros. eu detesto o medo que sinto, a raiva que existe em mim e a crítica que samba no meu peito. eu estou solitária. eu estive sozinha por tanto tempo e só pude notar o quanto isso me afeta agora. eu não tenho mais como me esconder. eu não tenho coragem de me fazer mais de vítima e todas as palavras ficam entaladas na minha garganta. eu estou engolindo sapos há anos, mas isso é uma coisa nova. eu quero pedir socorro, mas as pessoas estão ocupadas demais. eu queria entender o porquê. que tipo de criança eu fui? porque eu sou uma merda como adulta. a realidade me massacra, enquanto tento enxergar a minha sombra que quase me engole. eu nunca sou o suficiente. eu nunca sou o bastante. e eu não nego que estou preocupada demais tentando saber se sou adequada para a situação.

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  • que os deuses me carreguem. levem o meu coração e o pouco espírito que ainda resta nesse corpo. que joguem essa carcaça enrolada em uma âncora para o fundo do mar. que nenhum ser vivo possa enxergar alguma prova da minha existência na terra. quero me desintegrar com todo barro que cobre esse globo. talvez eu possa adubar o plano que me sustentou. as minhas palavras serão apagadas porque todas foram profanas. eu fui egocêntrica. meu sangue será diluído na água e todo vermelho se transformará em transparência, porque gostaria de ser sido cristalina, mas nasci suja de fuligem e com cheiro de couro. a minha vida foi uma batalha de titãs: quase divina, quase mundana. 

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  • eu sou ruim até os ossos, mas tenho um coração e ele é frágil. gostaria que pudesse lembrar disso antes de atirar as suas facas em minhas costas. eventualmente, todos se vão. ninguém consegue permanecer mais do que algumas estações no deserto que neva ou alaga. acredito que sou algo que não deu certo e como castigo, qualquer caminho que eu escolha, vai me partir ao meio. a verdade é que não sou mais interiça e não deve ter existido um dia que eu tenha sido após a partida da minha mãe. e por isso, não posso abaixar as minhas defesas.

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  • hoje é o tipo de dia que parece que tudo tá errado. acordei agitada, tentei me comunicar desesperadamente, chorei sem querer e parece que enxerguei uma alucinação. pedi para que deus ou sabe se lá quem manda nesse universo acabasse com tudo o mais rápido possível. porque não sei até onde posso levar essa cabeça sem destruir o meu espírito. eu quero tudo que eu fui de volta, porque agora parece que sou apenas carcaça. sinto que o vento pode me levar e um raio pode me partir. me dou conta de como a presença de todo mundo em minha vida é apenas uma pequena ou longa passagem, mas jamais uma estadia. meu coração é despedaçado. foi, é e vai ser. estou mais solitária do que quando cheguei a esse mundo.

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  • tudo parece mais errado quando eu sento nessa cadeira e temo o horário. as minhas entranhas tremem e o meu cérebro começa a fantasiar sobre coisas irracionais. porque todos os meus medos são irracionais. os dias onde a madrugada era aliada da minha criatividade e conversas profundas acabaram. é engraçado como sentimos falta de tudo que acaba (mesmo dos momentos ruins). estamos constantemente nos adaptando as diversas situações que podem ou não serem confortáveis e a quebra de uma rotina assim é suficientemente dolorosa. eu realmente sinto saudade das minhas companhias solitárias. sempre pensei que o momento anterior fosse o mais doloroso da minha vida, mas o que estou passando nessa realidade de rostos e conversas me destrói. vejo constantemente pedaços de mim que ficam para trás sem que possa me despedir. minha boca ainda aprecia os pedaço de melancia que engoli há duas horas e isso faz com que eu me arrependa de comer, depois de ter dado adeus para algumas pessoas porque elas valiam mais do que eu poderia oferecer e de ser tão sensível. nenhuma ideia é organizada, porque a verdade é que a vida tem sido um grande vendaval e eu estou bagunçada do coração até a alma.

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  • tudo desandou e eu sei que é responsabilidade minha. não posso fugir ou jogar em alguém esse enorme peso que carrego nas costas. mas a verdade é que tenho me tornado cética para conseguir aguentar a mim mesma. todos os meus medos não me fazem mais forte e não acabam por não permitir que eu viva da melhor forma. eu tenho sentido tanta raiva que poderia destruir todo o meu esqueleto através de chutes e socos. a realidade é que tenho esse desejo por acabar com tudo que existe em mim. não sou tão boa e talvez, nem seja alguém. não aguento mais o silêncio das minhas palavras e o barulho dos meus pensamentos. preciso tirar a grande armadura e a máscara pesada que carrego para descansar ou tudo ao meu redor será demolido pelos meus sentimentos. eu não faço ideia como e nem quando, mas surgiu uma onda que me acertou e me derrubou. sei que é necessário cair sete vezes e levantar oito, mas preciso permanecer em pedaços agora.

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  • minha paz foi afetada outra vez. eu não entendo como a minha vida é literalmente uma montanha-russa em alta velocidade e isso torna minha estadia no mundo tão difícil. compreendo que a busca pelo autoconhecimento ou pelo seu espírito não é fácil, não é bonito e na verdade, é extremamente doloroso. tenho adquiridos inúmeras feridas desde que comecei essa jornada mesmo sem saber que gostaria de ir até o seu fim. esses dias sinto que estou na beirada de uma prancha em um navio, a madeira está bamba e cada vez se torna mais fácil de eu cair e me afogar. eu nunca aprendi a nadar. esses dias que sou obrigada de sair da minha zona de conforto parecem dias certos, porque eu ouço e vejo pequenas conexões que fazem todo sentido. mas tem outros que me pergunto se não é mais válido não enxergar a realidade, porque a minha falta de proteção faz com que eu seja engolida como em um buraco negro e não conheço nada aqui.

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