hello there
vulcano
@fuckaneurysming
maiamero, 21 • conjunto expositivo de poesias visuais e textuais. expresso as minhas emoções com todas as linguagens que posso dominar e algumas vezes, utilizo a do outro para ser compreendida.
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  • eu estou exausta de provar o meu ponto. como posso tentar me curar quando as pessoas não permitem que eu cuide de mim? só quero tirar todo o peso que existe nas minhas costas, quero ser capaz de ser dona da minha realidade e não me culpar, não querer alterar tudo, não sentir que é errado ser eu. 


    tive a oportunidade de passar alguns dias na praia. todos os dias foram gelados e as caminhadas que tivemos acabaram por ser bem assustadoras pela minha dor de cabeça e por pessoas suspeitas. eu ainda sinto tanto medo do mundo que isso me consome, até onde isso vai? descobri coisas que não sabia e é sinistro pensar em como as pessoas que amamos sempre são versões para cada um dos que conhecem. não existe um anjo e não existe um demônio inteiriço. e mesmo nossas verdades acabam por ser alteradas. sinto uma extrema preguiça para falar a respeito disso desde que já estou com sono. hoje foi um dia de viagem e apesar de ser algo que me enjoa, creio que teve sua importância. 


    eu preciso falar sobre um monte de coisa, quero engolir mais um monte, mas acredito estar procurando um equilíbrio real. quero fazer as minhas coisas por mim.

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  • eu me pergunto como as pessoas sabem a hora de dizer adeus para o que amam? o que fez com que a minha mãe saísse do relacionamento com o pai da minha irmã e depois com o meu? qual é o limite de cada pessoa ou qual é o limite de cada relação? você só diz adeus depois que os momentos ruins ultrapassam os bons ou é quando você deixa de sentir o antigo zelo? existe isso que chamam de parar de amar alguém ou é algo que devemos aprender? você empurra isso pela garganta e deixa queimar ou você coloca pra fora e queima? como a minha vó superou a morte do antigo namorado? como as pessoas simplesmente abrem a mão do que se ama ou do que se amou?

    eu não sou capaz de entender. eu tenho diversos fantasmas que ainda amo e como eles não me abandonam, não sou capaz de abandoná-los.

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  • voltei a sentir aquela dor de cabeça que estava evitando. na verdade, voltei a sentir muitas dores que estava evitando. dores nas costas, no estômago e no joelho. o quanto isso me mata? eu não tenho ideia. só continua parecendo que meu corpo todo está gritando “socorro” em uma espécie de analogia onde eu era uma bacia e me tornei uma peneira, logo toda água essencial para o meu corpo está vazando. eu sei que existe um monte de coisas erradas com a minha cabeça. o medo me consome todos os dias. não tenho ideia de como seguir sem enlouquecer a respeito disso. quando penso que algo deixou de me afetar, o meu corpo trata de se revirar em um ângulo mais estranho que 130° para que não passe despercebido a merda que ainda estou. eu gostaria de parar o amargo na minha boca, que a minha cabeça parasse de pesar como se houvesse uma bola de boliche pendurada e que minha respiração começasse a soar mais natural do que uma obrigação. até quando a vida vai parecer uma longa obrigação quase insuportável? porque eu não tenho suportado o meu corpo mais do que já faço com a minha mente. 

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  • minha cabeça dói e diz que eu não tenho tempo. é incrível como eu nunca tenho tempo para as coisas que preciso realmente fazer, mas arrumo uma parcela da minha vida para desperdiçar com os meus pequenos prazeres. eu quero sentir mais vezes o sol cobrir a minha pele porque acredito que encontrei deus nessa parte da natureza que ilumina, que aquece, que alimenta, mas dificilmente saio do meu próprio quarto porque as probabilidades infinitas me assustam. eu digo inumeras vezes que sou medrosa. minha mãe costumava dizer que eu era extremamente corajosa, meu apelido era “serelepe” então como diabos alguém assim pode se fechar? é como se minha existência fosse literalmente o ciclo contrário das flores. nasci desabrochada para me fechar no inconstante viver. quero escrever sobre o mundo e cozinhar as coisas mais loucas de maneira que as pessoas que eu mais me importo (essas não são muitas) provem e gostem. gostaria de agradar tanto que as pessoas pensariam “como eu posso viver sem esse ser humano?” e o mais engraçado é que diariamente reafirmo a minha falta de vontade de viver. não existe uma real apreciação pela minha estadia no mundo. não do meu ponto de vista. mas estou tentando reorganizar as coisas, mesmo com essa dor de cabeça que diz que eu não tenho tempo. eu não sou capaz de viver tudo que meu coração sonhador imaginou. a verdade é que sou romântica de carteirinha. a solidão com um combo de livros de fantasia me ofereceram esse ponto de vista, de modo que, a minha realidade e traumas não suportam. mas amanhã é sempre um novo dia e eu posso tentar. como estou tentando ser realmente sincera.
    o que é o tempo?

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  • o dia de hoje é um exemplo básico de como tenho vontade de chutar o pau da barraca e me afastar de tudo que considero importante mesmo que a possível onde de depressão tenha surgido por eu acreditar que ninguém se importa comigo. que eu estou loucamente solitária no universo. eu realmente me sinto só e o pior é que me sinto assim ao estar na presença das pessoas da minha casa. deus sabe como eu já me esforcei para que as coisas funcionassem normalmente nesse departamento da minha vida. mas eu não posso ser responsável por ações que não são realizadas por mim. então sim, eu estou cansada para um caralho da minha madrasta. eu fico constantemente comparando a minha realidade com dos meus amigos, mesmo os que não tem pais presentes, costumam ser mais abertos e receptivos para algumas tarefas. eu fiquei tão presa de ter que assumir responsabilidades por absolutamente tudo na minha vida que fico paranoica sobre as escolhas dos outros, que preciso rever minhas opções e que definitivamente não quero sair da minha própria casa porque posso ser atacada e essa é a vida adulta. ter que lidar sozinho com as coisas. eu nunca tive o colo da minha mãe para chorar sobre eles. eu ainda morro de medo de abaixar minhas armaduras e pedir ajuda porque mesmo quando peço, acabo negando. após ler dois capítulos de um livro que pensei que poderia ser um ótimo jeito de abalar a negatividade, eu percebo a quantidade de vitimismo que coloco na minha vida. nem mesmo quero me encontrar com uma amiga de infância por saber que não tenho o mesmo significado que os amigos tão antigos quanto eu porque eles permaneceram ativos na sua vida e eu sou uma mera lembrança. eu sou um parabéns distante e eu nem mesmo fiz muita questão antes. eu me afasto das pessoas porque não consigo mais aturar os problemas delas quando não consigo resolver os meus. e isso é tão sincero que eu me envergonho. eu tenho tanto medo de virar um fracasso que eu nunca arrisco muito e isso é muito considerando que eu gostaria de fazer alguma mudança considerável na vida dos outros, mas como o faço quando não me movo para fazer algo por mim? 


    eu quero chutar o pau da barraca porque não quero ser responsável pela situação que estou. eu deveria estar lendo e finalizando o meu artigo para a faculdade e eu só consigo pensar em como as coisas estão erradas e como gostaria de ter um lugar que encontrasse paz. eu gostaria de passar dias dormindo, mas então eu tenho esses sonhos bizarros onde eu sinto vontade de fugir. vejo os meus maiores medos nos meus sonhos, porque eu enxergo não só minhas falhas, mas as grandes lacunas existentes ali. eu sei que meus pais não ajudaram muito na minha criação, todos os meus valores foram baseados na internet, nos filmes, nos livros e posso dizer que mesmo a minha noção de amor é tão romantizada que intoxica. eu tive péssimas e grandes amizades que me botaram na lama e outras que me ajudaram em uma verdadeira limpeza. eu realmente quero organizar as coisas, mas parece que se eu for tentar falar a respeito de tudo isso, vou acabar cuspindo na cara das pessoas porque todos esses sentimentos são ácido no fundo do meu estômago.  

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  • como as pessoas vivem grandes rupturas? eu sempre pensei que deveriam ser começos gloriosos e sinais da vida para que você pudesse estar em um lugar melhor ainda. mas agora sinto que todos os momentos da minha vida são rupturas gigantescas e eu acabo escorregando para dentro do imenso escuro. não consigo sair disso.

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  • eu não sei porquê existe esse buraco em mim. e eu não sei porquê não consigo encontrar um conforto pra mim. eu sei que estou resistindo a um milhão de coisas. e sei também que não se pode ser curado onde se foi ferido. e no meu caso, foi dentro de casa. foi pelos meus familiares. os que eu digo que tanto necessito. parece uma grande piada de mau gosto. eu quero encontrar uma razão pela qual estou viva. eu quero ter amigos incríveis ao meu redor. eu quero segurar a mão da pessoa que eu amo. eu quero ser tão corajosa e audaciosa como fui. eu quero parar de me perguntar o porquê de estar aqui e começar a aproveitar. e querer tem matado tudo dentro de mim. eu sinto que estou melhor quando sou obrigada a sair daqui. mas eu tenho medo do que pode acontecer lá fora. eu tenho lutado dentro da minha cabeça tentando decidir o que preciso ou não. eu tenho pavor de acordar na madrugada e saber que estou sozinha. eu sempre reclamei das pessoas abertamente que não sabem ficar sozinha ou estar dessa maneira, mas de um dia para o outro, me tornei. e eu sei o porquê. eu sempre senti que minha mãe havia me abandonado e senti que meu pai havia me largado quando casou novamente. e todas as amizades que tive nunca me amaram como eu as amava. tudo sempre acabou de maneira trágica. e passei tanto tempo absorvendo tudo que agora parece que tenho um monte das mesmas coisas para sentir e me machucar. talvez eu sei o porquê desse buraco em mim, mas eu queria ser mais forte pra que não tivessem feito e hoje me afetasse dessa maneira. e nunca teve como encontrar um conforto quando todos se vão e você é quase um vira-lata. 


    eu constantemente os culpo, mas também me culpo. 

    por que continuam colocando crianças no mundo se não são capazes de amá-las, educá-las e cuidar de seus corações?

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  • nós sentamos no banco e a realidade começa a parecer mais forte. eu sinto medo, eu sinto medo de tudo. porque me vejo como um ser frágil e vulnerável entre a multidão. meu coração é bom, mesmo que há dias em que eu tenha dúvida disso. e o coração do mundo todo está apodrecido ou no mínimo, intocável. todas as coisas podem dar errado. o mundo todo está atrás de mim e me quer morta. o universo está literalmente me chutando para fora, enquanto imploro por uma chance. como posso querer morrer se tenho tanto medo de ser morta? eu quero ter o controle de tudo e estar fora da minha pequena zona de conforto me oferece tantas possibilidades que eu posso ser esquecida de um dia para o outro. eu preciso ser lembrada. eu sei que minha família não me ama o suficiente e não tenho amigos que gostem de mim. minha cabeça diz isso todas as noites antes de que eu finalmente consiga descansar. e encontro obstáculos em meus sonhos. tenho sempre que fugir, tenho que sempre me esconder e quando acordo, a fuga continua. mesmo quando encosto minha cabeça em seu peito e você acha que penso que não funcionamos mais. eu só penso em quão perdida estou e se existe uma chance para eu me encontrar. o que eu fiz? o que fez com que eu chegasse até aqui? é uma penitência ou um teste? o que preciso fazer para viver ao invés de sobreviver? gostaria que meus pais olhassem para mim e falassem que tudo vai ficar bem, porque não sou mais capaz de dizer isso pra mim.

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  • eu estou cheia de questões na minha cabeça que quando decido que está na hora de colocá-las para fora. todas parecem se escondem nos cantos mais obscuros da minha mente de modo que eu não posso retirá-las sem me machucar. mais do que estou. mais do que já fiz. mais do que já faço. não são exatamente perguntas, mas sentimentos ambíguos e possivelmente teóricos que precisei plantar “e se” várias vezes antes deles. eu não sei o que vai. e sei que ninguém sabe o futuro. mas tenho medo de não sobreviver ao amanhã mesmo que hoje eu queira morrer. porque não vivi o suficiente para me ver prosperar. eu tenho apenas dezenove anos e de nenhuma maneira atingi o que chamam de auge em qualquer espectro da minha vida. eu não criei nada que tenho orgulho. eu não formei minha própria família. eu sequer tive o meu primeiro emprego. eu não li todos os livros que gostaria e não assisti aos filmes que desejo. eu não pisei fora do país. e eu só consegui adquirir medo de cachorros. como isso pode ser uma vida suficientemente vivida? eu ainda tenho medo de ser abandonada pelos meus pais como quando uma criança se perde dos seus no supermercado. eu juro que ainda enxergo bichos fantasiosos no silencioso escuro. como eu posso viver uma vida com tantas assombrações? possíveis e imaginárias.

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  • eu escolhi um tema. um tema que provavelmente seria a minha ascensão espiritual sem realmente entender o que a espiritualidade significa. eu gostaria de me encontrar nessa fé. eu tenho crenças parecidas, mas a minha realidade é tão diferente e o meu coração é tão defeituoso. eu sempre me esforcei para parecer com outras pessoas, talvez porque soubesse que não era boa e por isso, havia a conclusão de ser alguém diferente. eu sei que não posso chegar na iluminação, é algo que sinto dentro das minhas entranhas dizendo que a miséria sempre me perseguirá. eu não sou compreendida e não imagino que um dia poderia ser. o fardo da necessidade de razão me consome, apesar de acreditar que o motivo me sufocaria. não há uma salvação para os inquietos e ansiosos. e eu sou os dois. 

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