hello there
vulcano
@fuckaneurysming
maiamero, 21 • conjunto expositivo de poesias visuais e textuais. expresso as minhas emoções com todas as linguagens que posso dominar e algumas vezes, utilizo a do outro para ser compreendida.
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02/12
  • estamos perto do natal e a data comemorativa costuma ser problemática para todas as pessoas que não tiveram uma família padrão (isso é, aquelas que permanecem juntas e sentem empaticamente uns pelos outros) e uma soma para os adolescentes “complexos” que preferem a introversão. não existe nenhuma razão para o que foi escrito, mas gostaria de adicionar que o espírito natalino ainda não me tocou e dificilmente irá fazê-lo. eu penso que sou egoísta, mas tenho a noção de que as pessoas ao meu redor conseguem ser mais ainda e costumam se alimentar da minha sensibilidade. quando eu era mais nova, acreditava que sentir muito era melhor do que não sentir nada, conhecendo o vazio existencial que toma conta da minha alma (eu realmente tenho uma?), entendo o que aquela ideia oferecia, mas não tenho tanta certeza disso conhecendo a destruição que minha afeição causa. eu estou cada vez mais doente e me sinto mais deslocada do que antes. não me sinto bem com meus pensamentos, meus sentimentos, meu físico, minhas relações e tudo que é sobre “mim”. não basta me fechar no meu próprio universo, porque está caótico e não é tão seguro estar sozinha. eu só consigo imaginar diferentes mortes para mim, enquanto meus parentes cobram alguma coisa. eu não estou presente o suficiente, eu não sou ativa o suficiente, eu não estou pronta pra vida o suficiente, eu não estou dando amor o suficiente. eu não sou o suficiente. e não importa o quanto eu tente preencher o meu vazio comigo, eu também não sou o suficiente. eu não posso fazer nada por mim, mas é certo de que estou tentando fazer algo pelo mundo. porém enxergo todas as minhas crenças diluídas e nada parece real ou valer a pena para continuar fazendo. preciso ser sincera e dizer que me afundei na ideia do futuro afirmando que um dia esse “presente” vai ser bom, então não preciso ficar sufocada com o que está acontecendo, mas não consigo trabalhar para gostar do que estou vivendo. não haverá futuro se eu não conseguir trabalhar no presente. tenho considerado procurar uma terapia para controlar a minha raiva, porque ela parece tão profunda, intensa e sincera ao ponto de dominar os meus órgãos (estou cansada de sentir dor no estômago) e por mais que tente repetir todas as técnicas que li; não surte efeito.

    pareço uma fruta embolorada /
    sinto como se meus sentimentos fossem água contaminada /
    eles me enxergam como alguém que não faz questão de nada ou teve um mau dia 

    meus sentimentos são avalanches e estou me afogando neles. e como alguém que não tem a quem gritar, permaneço em silêncio enquanto cada fluído invade meus pulmões. eu vou morrer com essas sensações e ninguém será capaz de presenciar (muito menos, me ajudar).

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    24/11
  • só hoje apareceu a coragem de escrever sobre as coisas que têm estado na minha cabeça. eu penso que estou perdida, me enrolando em um emaranhado de ilusões onde não sou capaz de definir as alucinações e a realidade. as pessoas têm aparecido e sumido em outros ambientes, os universos paralelos se aproximam cada vez mais, logo me sinto conectada com quem nunca percebi e não tenho ideia de onde isso pode me levar - se existir algum lugar para ir. minha intuição grita para não confiar nos seres humanos ao meu redor, porque todos estão tentando ser beneficiados e não existe ninguém com as mãos limpas. não existe ninguém que não está sendo dominado pelo ego e essa máscara ambiciosa os tornam drenadores de energia. as frases têm ficado embaralhadas em minha mente e sinto-as na ponta do meu estômago como um veneno e analgésico. não posso considerar as minhas próprias ideias, pois tenho dúvidas da minha sanidade. quando dou dois passos, volto três e assim, sinto que estou em uma esteira rolante onde apenas me canso e não aprendo. estou doente pela dor do mundo e a despeito de querer curá-lo, também desejo destruí-lo. talvez deus não apareça mais para nós, porque desfizemos do único presente que ele nos deu: a humanidade. e ao perceber que não tenho fé, penso que perdi a minha sensibilidade. eu tenho falhado com todas as minhas qualidades e quase não há nada em mim, senão esses presságios de que o meu fim está próximo - o desfecho do ciclo - e não sei como reagir quando a consciência revela que o caos não é a resposta e a paz não consegue agregar um lugar para si. 

    eu estou surtando ou eu estou acordando?

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    procura pela fé
  • eu tento me convencer de que deus não me abandonou e repito: 
    eu ainda estou viva,
    eu ainda estou viva
    mas suspiro, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. 

    21 de novembro de 2017

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    1511568152
  • me negam afeto, 
    desprezam o meu afeto
    e, no final,
    a afetada sou eu 

    21 de novembro de 2017

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    1511568035
    21/11
  • me perco quando se trata do meu ego, 
    por terem dito que a necessidade dele era crucial nesse mundo,
    o abasteci de carência e agora não sei o que é coração ou atenção

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    1509135461
  • eu preciso aprender a gostar de mim, não consigo mais seguir desse jeito torto. quero saber quem eu sou desde que considerei um caminho para traçar. estou exausta de admirar o melhor dos outros e só enxergar restos em mim. não posso ser minha própria companhia quando não suporto os meus defeitos, alimento o meu ego em um cabo de guerra e estou perdendo o tempo todo. eu não preciso receber todas as respostas, mas gostaria de receber um pouco de luz para esses dias sombrios. 

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    1508521558
  • preciso confessar que a essa altura do campeonato a minha alma não é tão limpa, mas aceitei lidar com isso ao perceber que as outras pessoas não são tão diferentes de mim, apesar de estar cansada do mundo, ainda torço para que ele me dê uma bofetada na cara qualquer dia dessas e que me obrigue a levantar os punhos, já estou cansada de derreter o meu cérebro. não entendo com qual finalidade permaneço quando o meu pobre corpo se arrasta para uma escravatura diária, tenho que me segurar na esperança quase inexistente que se abriga no meu peito. torno-me uma existencialista com obstáculos infinitos e isto é: minha mente depressiva. não me sinto tocada por aqueles que eu toco e imagino que esse seja o mais próximo do fundo que poderia me encontrar. sinto vontade de me livrar de tudo que me cerca. quando essa doença irá parar?

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    1507933482
    sexta-feira, 13
  • eu fico pensando em te deixar, porque você é muito melhor do que eu e a sua cabeça não precisa ficar fodida pela maneira que a minha está estourada diante da parede sangrenta. imagino que todas as minhas palavras não são suficientemente controladas para te fazer rastejar aos meus pés porque não conheço outra forma de amor senão a humilhação e dó. nada nunca me tocou profundamente como a doença que eu sou, apenas me deixei levar pelo inseto que reside em mim. eu acredito que é a única coisa real dentro de mim. eu sei que você deveria me largar, porque amanhã já vai ser tarde demais pra qualquer coisa e você me odiará no final da noite. eu admiro o fato de não ter conseguido enxergar embaixo dessa minha máscara, deve ser isso que significa quando dizem que o amor cega. quanto tempo uma cegueira dura? quando eu vou parar de ser egoísta? eu não conheço formas de libertar, pois estou presa em minhas próprias correntes e por isso, nunca serei capaz de te dar paz. existe esse peso ao redor do meu dedo e o que isso significa pra você? não acredito que você vai suportar ¼ do sempre, eu mesma não dou mais conta de mim. não existe um futuro lá na frente porque vou acabar comigo antes de acabar com nós, você precisa saber. 

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    1506968995
  • ainda é outubro e parece que o mundo acabou. eu não sei como eu posso seguir nesse projeto sem você, eu não tenho ideia de como não considerar esse episódio algo que possa mudar a nossa trajetória. eu quero me desconectar de todas as instituições e criar uma liberdade para nós. de que maneira sigo sem a companhia que me seguiu como sombra?  como eu posso caminhar sem suas mãos para me segurar? você é mais arte que eu. não é tarde para dizer isso. todas as coisas que construímos parece tão frágil e não sei como enxergar o futuro sem pensar que o próprio está desmoronando. eu quero cair com você. mas ao invés da sensação de estar sem chão, me encontro sendo dilacerada em várias partes que estão longe de você. se eu não mereço esse fim, você muito menos. me desculpa pelo universo.

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  • eu quis odiar meus pais. 

    eu quero me destruir para você me amar. 

    eu sei o que fazer, mas faço o contrário para me indicarem uma outra direção.

    eu preciso escrever, mas quero morrer com esses sentimentos.

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