hello there
vulcano
@fuckaneurysming
maiamero, 21 • conjunto expositivo de poesias visuais e textuais. expresso as minhas emoções com todas as linguagens que posso dominar e algumas vezes, utilizo a do outro para ser compreendida.
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compilações de uma mente confusa.

  • [correções de um coração menos nublado e um cérebro que procura palavras mais certeiras para definições sentimentais, considerando que isso poderá ser lido num futuro e melhor compreendido.

    é necessário entender que na semana dos escritos foi lido Comer, Rezar, Amar e ocorreu a morte de um antigo ídolo que afetaram a minha percepção da realidade.]


    18. o desespero bateu e não posso negar o quanto eu me sinto só - não desgosto da solitude, mas existem dias em que a minha vinda é um gatilho cheio para ficar mal e então, adoraria me sentir completa, então como posso ficar mais perto de Deus? por que estou Lhe chamando depois de tanto tempo? nasci em uma família católica (e não que sejam os únicos a acreditam ou que tenham o registro de um Ser, mas) tentei uma grande parte da minha vida negando e tentando desacreditar dessa existência, provavelmente por não gostar dos dogmas que me eram apresentados sem entender que não precisava segui-los para amá-lo e assim criei essa grande distância onde sou quase um adulto tentando acreditar no Papai Noel mesmo que seu espírito esteja ao meu redor - sou cética ao ponto de ser cega. e como sempre fui cativada pelo budismo onde dizem que somos senhores de nós mesmos, levo em conta que há um Deus que reside em mim, mas como uma divindade pode morar onde a angústia e tristeza são mestres da casa? (eu não deveria ser supostamente livre dessas soberanas ao ser a Presença, quando a Entidade é amor, paz e conforto?)

    a verdade é que sempre acreditei em demônios, mas o potencialmente celestial nunca me tocou.


    21. tive uma imagem mental. a ideia é supostamente uma maldição ou alguma obra diabólica como castigos medievais. mas basicamente é a minha atual vontade. (diversos pontos sem realmente alguma necessidade. eu sei.)
    gostaria de separar meus membros inferiores dos superiores e vagar usando apenas as pernas. tenho certeza que essa perda seria favorável e eu finalmente poderia seguir para onde meus pés sempre desejaram. supostamente são infinitamente ambiciosos, mas a minha mente preguiçosa, deprimida, perseguida não faz muito a respeito para satisfazê-los uma vez que a própria não é realizada. me sinto doente até o fígado. não posso ser e nem estou confortável nesse corpo, nessa vida. devo ser honesta e dizer que o problema aqui é a minha psique e o fato de que nada faço para modificá-la senão piorá-la. minha atual localização é o litoral sul de são paulo, mas isso é fisicamente falando, porque estou nessa fenda do tempo onde nada realmente acontece além do que é imaginado, então tudo é o tempo todo criado e o seu sofrimento é tangível (por sua culpa).

    e aqui encontro um vazio para falar sobre o que me agrava.
    jonghyun (o vocalista líder de shinee - que descanse em paz!) se suicidou e com diversas notícias sendo expostas, não poderia escapar de ler algo quando era a única coisa que falavam. 27 anos. e a sua carta de suicídio acabou sendo publicada onde o próprio havia escrito, “eu estou quebrado por dentro. a depressão que aos poucos estava me comendo, acabou me engolindo.”] e assim, tudo ao meu redor parou, tudo e nada eram silenciosos. a escuridão era o vácuo e esse espaço me engolia. não é romantização dizer que foram suas palavras que me tocaram, considerando que a multidão que me era passada não chocava, mas enxergar e me identificar com a dor é desesperador. a depressão (e não só essa como a oscilações de humor, todos os transtornos mentais) é desesperadora. e eu me vi perdida, mas ainda procurando (como o próprio tentou o tempo todo). estou procurando ainda. e é tão cansativo como se meu lugar não fosse aqui.

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